Fernanda Fazzio - Psicanálise.Arte.Cultura

Fernanda Fazzio
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Fernanda Fazzio é Psicanalista, Psicóloga e mestranda em Psicologia Clínica pela PUC-SP.

Buscando aperfeiçoar a sua escuta clínica, realizou a sua formação em Psicanálise com Crianças pelo Instituto Sedes Sapientiae e especializou-se em Semiótica Psicanalítica: Clínica da Cultura (PUC-SP). Atende crianças, adolescentes e adultos em.consultorio particular desde 2012. 

também é Bacharel em Teatro  pela Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH), e autora do livro "A Inquietante Beleza do Feio " (Patuá, 2014), livro de ensaios poéticos sobre as máscaras, o feio e a criação artística.

 

A Psicanálise é uma teoria sobre a constituição da personalidade psíquica dos sujeitos, bem como um método de investigação do Inconsciente criado por Sigmund Freud (1856-1939). Aquilo que é da razão é apenas uma parte do que nos compõe. Como sustenta Freud, o nosso infantil sempre permanece, nos acompanha por toda a vida. Aqui, infantil representa nosso “arcaico”, nossas vivências primitivas, o “estranho-familiar” que nos habita, que se retorna e se repete.

A Psicanálise surgiu com Sigmund Freud, médico neurologista nascido na Morávia (antigo Império Austríaco e atualmente pertencente à República Tcheca). Fascinado pelas descobertas sobre a hipnose no tratamento da histeria do médico francês Jean-Martin Charcot (1825–1893), começou a traçar um caminho em defesa dos sintomas orgânicos como somente uma parte da explicação das causas dos sofrimentos dos pacientes. Avançando em suas pesquisas, Freud descobriu que os sintomas têm sentidos, apesar de aparentemente confusos e sem propósitos, acabam por dizer mais sobre o sujeito do que ele mesmo acredita saber.
 

Josef Breuer (1842-1925) e Freud publicam “Estudos sobre a histeria” (1895), a partir da análise da paciente histérica Anna O, abrindo os caminhos pelos quais a Psicanálise configurou-se como teoria e método de interpretação dos sofrimentos psíquicos. Não por acaso, a Psicanálise surge como “cura pela fala”, apostando que as relações não são somente (inter)individuais mas, sobretudo, são (inter)subjetivas, contemplando na relação as histórias, as fantasias e os Inconscientes de cada um no encontro terapêutico.
 

A obra “Interpretação dos Sonhos” (1900) foi um marco na história da Psicanálise. Buscando desvelar o Inconsciente, Sigmund Freud formulou uma teoria sobre análise dos sonhos e um modelo original para explicar o psiquismo. Para Freud, os sonhos se apresentam na forma de enigmas de desejos. Com uma lógica muito particular de se apresentar, os desejos se escondem e se revelam pelas condensações e pelos deslocamentos de imagens, mecanismos semelhantes às figuras de linguagem da metáfora e da metonímia.


A escuta do sujeito de análise produz uma nova experiência, (re)situando o que foi vivido em outros sentidos. Desvelando e decodificando o conteúdo dos conflitos geradores dos sofrimentos psíquicos, busca-se o inevitável equívoco, possibilitando repetir, recordar e elaborar para, enfim, criar uma outra decifração para a sua história.

 

A finalidade da terapia psicanalítica é tornar Conscientes os conteúdos Inconscientes, possibilitando aos sujeitos a construção de uma nova narrativa sobre si, sobre suas próprias histórias. Aqui, o sujeito tem papel ativo no seu processo de descoberta e autoconhecimento, pintando novas perspectivas sobre os acontecimentos vividos, adquirindo contornos mais próprios e maior autonomia e responsabilidade sobre a vida que escolheu viver.

A Psicanálise configura-se como uma análise profunda, buscando as camadas além das palavras ao apostar nos mal-entendidos, naquilo que aparentemente não tem sentido e, claro, no duplo sentido que ao falar, escapa ao sujeito. Os fatos vividos nunca são relatados apenas na sua concretude, são contados por meio das cores que cada um escolhe para pintar a cena. A realidade dos acontecidos nunca é encontrada no estado “puro”, mas composta com a realidade psíquica, as palhetas próprias do repertório de cada paciente.

Estudando as psicopatologias e as estruturas de personalidades psíquicas, a Psicanálise procura compreender, em cada relação que o sujeito estabelece com os outros e com o mundo, as questões: “De que forma o sujeito ocupa o lugar para o qual foi convocado?”; “E qual lugar o sujeito escolheu ocupar?”

A Psicanálise busca o Inconsciente, os processos mentais não diretamente acessíveis à consciência, que podem se manifestar em sonhos, sintomas, lapsos de linguagem, esquecimentos ou até comportamentos aparentemente sem significado, como tropeços ou quedas. Esses “atos falhos”, ao se revelarem, também escondem, para a Psicanálise, um enigma a ser decifrado.

A “Livre Associação” (paciente fala livremente o que lhe vem à mente), a “Atenção Flutuante” (método para escuta do discurso do analisando) e Interpretação (dos sonhos e dos “atos falhos”), são alguns métodos criados na relação terapeuta e paciente para a “decifração” do Inconsciente. Além disso, o processo terapêutico conta com a “Transferência”, atualização de uma relação infantil na experiência do aqui-e-agora.

Buscamos saídas e formamos a nossa personalidade psíquica para lidar, justamente, com o nosso infantil. Normalmente, quando não sabemos “do que se trata” e “porque agimos de determinado modo”, estamos falando de vivências arcaicas, de aspectos do nosso inconsciente que retornou. E procuramos análise (terapia) quando essas “saídas”, que podemos chamar de sintomas, não mais nos satisfazem, quando nos impedem de usufruir e aproveitar melhor a vida.